Home Data de criação : 09/11/21 Última atualização : 11/10/17 14:45 / 25 Artigos publicados

......  escrito em quarta 23 dezembro 2009 21:05


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CAPITULO 21: vermelho significa perigo!  escrito em domingo 05 dezembro 2010 18:38

Blog de ameliarollet :Amélia Rollet : Entre dois mundos., CAPITULO 21: vermelho significa perigo!

                      Os dias se passavam e Alec e Dimitri só falavam em Alastor, em baile,  presente, e bla bla bla. Alec ia me buscar todos os dias depois do colégio. Ele dizia que era mais seguro. Afastava os demônios dos arredores da escola. Mas na real eu acho que é para ele tomar sorvete porque todos os dias passávamos na sorveteria no fim da rua. Ele já tinha esperimentado mais da metade dos sabores. Ele é mais curioso do que uma criança de cinco anos. De vez enquando trazia umas guloseimas para  ele.

                   Eu estaa no segundo tempo de aula quando meu celular tocou. Era Dimitri. Ele disse que Alec não poderia me buscar mais tarde. Que eu deveria voltar e passar no mercado para comprar azeite. Não entendi como o azeite entra na história toda mas disse que compraria. Perguntei porque Alec não viria. Ele apenas disse que alec havia saido e que não saberia se chegaria em casa a tempo.

           - Aposto que ele foi tomar sorvete, não esquenta. - Dora disse assim que desliguei o celular. - Não sei como ele aguenta tanto doce.

          -Falando nisso prometi a ele que o levaria para esperimentar comida chinesa esse fim de semana.

          - Não faz isso com ele. Se bem que ele já esperimentou coisa pior.

         Nisso ela tinha razão. Uma semana atrás quase que aqueles dois me mataram de susto.

         Eu cheguava da escola quando ouvi gritos. Alec gritava e corria de um lado pro outro. E discutia com Dimitri. Eu entrei correndo em casa achando que sei lá!! alguma coisa havia acontecido! mas não.

         - Porque não me disse que isso queimava!!- Ele gritava com Dimi.

         - Mas eu disse pra você não mexer lá !! Você que não se aguenta de curiosidade!! Bem feitoo!!! Da próxima vez não mexa!!- Dimitri revidava ainda mais alto e ria ao mesmo tempo. eu realmente entrei correndo, arranquei porta a dentro e achei os dois na sala. Alec andando de um lado pro outro com uma jarra de água numa mão e um pano na outra. Quando eles me viram entrando. Alec correu a cozinha para pegar mais água. E dimitri veio ao meu encontro no corredor.

           - Eu disse pra ele não mexer nas pimentas mas ele é muito curioso. Não tive com fazer nada.

           - O que que aconteceu?!

           - Eu estava n quintal arrumando o canteiro e..

           - Ela xó me avijar!!!! Como bôde vage ixo!!!!!- Alec gritou lá da cozinha. Mas a voz dele estava estranha.

            - O que ele tem? Perguntei enquanto ia até a cosinha. dimitri apenas me seguiu pelo corredor até a porta da cozinha.

             - Alec o que ?

             - Me ajuda!! Dá gueimandoo!!!!!- Ele falava ( ou tentava, a voz dele estava muito bizarra). Ele estava virando a jarra de água na própria boca.

             - NÃO ME DIGA QUE VOCÊ COMEU AQUELAS  PIMENTAS VERMELHAS!!??

            - PÁLA DE GRITAR COMIGO E ME AJUDA ! TAH QUEIMANDOO!!

            - ALEC!! DIMITRI NÃO DISSE PRA VOCÊ NÃO MEXER ALI?! SÓ O QUE FALTAVA!!

            - AII !!

            - Ainda tem sorvete ou você já comeu tudo? ele vai ajudar a tirar essa queimação.

            - Na parte de cima da geladeira. deixei pra você.

            - Pegua, vai ajudar. - Ele devorou osorvete. depois daquele dia que ele inventou de ir na sorveteria quando voltávamos da escola.

            -Ale passou o dia falando esquisito por causa da pimenta que ele comeu. Nunca mais ele tocou em alguma coisa diferente antes de me perguntar.

                             *************

             - Ele não é muito normal. - Dora disse enquanto guardava suas coisas. Iai vai fazer alguma coisa no domingo? Eu queria ir no cinema.

             - Sinto muito. Não posso ir com você. aquele lance de baile é nesse domingo. E Dimitri disse que eu tenho que ir.

             - Sem problemas. a gente marca pro meio da semana mesmo.

             - por mim pode ser. Agora vamos que ainda tenho que passar no armazém.

              Nós saímos do colégio assim que o sinal bateu. Dora virou a esquina rumo ao ponto de onibus. E eu segui meu caminho de sempre. Só que dessa vez sem Alec. Era estranho. Sem ninguém pra conversar. Passei direto pela sorveteria.

            - Alec não vem hoje Amélia? Tinha separado umas amostras para ele esperimentar. Novos sabores para entrar no mercado. - O sr. Digson gritou lá do outro lado do balcão. Alec e ele faziam novos sabores para a sorveteria. 

            - Ele está meio ocupado mas talvez venha mais tarde!!

         Cheguei em casa com o azeite de Dimitri.

            - há que bom !! Esse mesmo que eu queria Amélia. Obrigado! você acaba de salvar o almoço!!

            - bom pra gente né ! Estou faminta. lgum sinal de Alec?

             - Estou bem aqui! E troxe presentes. - Alec entrou  na cozinha com uma caixa enorme.

              - Nossa espero que isso não seja mais doce.

              - Não . não são doces. São presentes para vocês. Espero que gostem. Foi trabalhoso. Mas acho que acertei. Essa caixa é sua Dimitri. Essa é minha e essa é sua.

              - Sem duvidas a minha era a maior caixa e a  mais bonita. Era enorme e de veludo, tinha o nome " Cherlone" no canto da caixa.  Mas Alec não me deixou abrir.

               - Como não posso abrir?! Eu quero ver!!

              - Nem pensar. Só no domingo. Vão usar no baile de Alastor. 

              - É um vestido ?! Como sabe que cabe em mim? E desde quando entende dessas coisas?

              - Não se preocupe. A moça da loja disse que era perfeito,  que ia adorar..

              - Sabe que ela é pagua pra dizer isso,  não sabe?

                  - Vai ficar ótimo. Tenho certeza disso.

              -tah bom.. - Alec não me deixou ver. Pelo jeito só no Domingo mesmo.

             

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CAPITULO 20: Uma resposta, Duas perguntas.  escrito em domingo 05 dezembro 2010 18:13

Blog de ameliarollet :Amélia Rollet : Entre dois mundos., CAPITULO 20: Uma resposta, Duas perguntas.

              A nitidez era escassa mas consegui distinguir entre as casas a de Dimitri. Alguém me segurava.

                   - Tá meio... atra..sado..

                   - Foi mal.. mas ainda não acabou.. vou por você no chão e volto pra...

           Me por no chão... bla bla bla... era tudo que eu queria. Chão firme. Nós descemos e finalmente senti a grama aos meus pés. Estava umida e quente. Coloquei meus dedos na terra. Agarrei as raízes. Dali ninguém me tirava mais.

                    - Você está bem? eu já volto.

                    - Tah..

           Eu mal respondi e ele já havia sumido. Já era um pontinho no céu quando sumiu completamente. Quando meus batimentos voltaram ao normal, ou quase ao normal, procurei Dimitri a minha volta. Ele estava na porta da casa. Olhando para cima.

           Agora que a poeira havia baixado pude ver o estrago que causamos na casa dele. Ela estava acabada. A varanda da prente havia se partido ao meio as janelas todas quebradas e de onde eu estava, podia ver o buraco no telhado. Era enorme. Sem falar que a porta da frente estava no quintal lateral. Na verdade só sabia que era a porta da frente pela maçaneta porque ela não parecia mais.. uma porta, sabe.

                    - Saia daí !!

            Dimitri estava falando comigo. Não tinha reparado antes. Lá em cima pude ver o pontinho novamente. Era Alec. Mas ele ficava cada vez maior e eu conseguia, aos poucos, distinguir o que realmente era. Eu via asas, mas eram pretas e não brancas. Estavam estranhas. Como se alguém estivesse caindo.

            O pontinho aumentava cada vez mais e eu já podia distinguir tanto as asas negras quanto as brancas. Os dois estavam ali. Caindo.

                 - Amélia!! Saia daí !!

             Quando dimitri gritoou outra vez reparei que eles estavam descendo cada vez mais rápido exatamente na minha direção. Só tive tempo de rastejar de costas no gramado antes de me agarrar no gramado com o impacto dos dois ao chão.

              O gramado de Dimitri agora tinha uma cratera e Alec e o demonio estavam no centro dela.

                 - WOOWW!!!

                 - Amélia, fique com Dimitri.

              Alec estava de joelhos ao lado do demonio e o segurava pelo pescoço. 

              Eu me levantei e fiquei ao lado de Dimi. Alec olhava profundamente em meus olhos e depois se dirigiu ao demônio que quase chorava de tanto gargalhar.

                  - Os dias de vocês estão contados. Não vai adiantar. A pequena Rollet não conseguirá mudar muita coisa. Vão encontrá-la antes dela conseguir...

                   - Calado Bóris.

              Esse era o nome dele então. Agora que ele estava parado eu podia ve-lo melhor. Ele era moreno. Tinha o corpo coberto por símbolos, e muitas queimaduras ao redor dos olhos. Seus olhos eram negros. Alec o puxou e o arrastou até o bambusal no fundo do quintal. Assim que os dois viraram para a lateral da casa eu os segui.

                   - Amélia não.. não deve ver isso.

                   - Porque não? Eu quero ver...

               Dimitri segurou o meu braço mas eu me soltei e continuei atrás deles. Eu queria saber o que Alec faria com ele.

               Lá na frente Alec ainda puxava Bóris. Ele se debatia no chão sem muita força.

                   - O que vai fazer comigo ? O cachorrinho do céu esqueceu de onde eu vim? Tortura não vai adiantar.

                   - quem disse que eu preciso de tortura.

           Alec não parecia nem um pouco abalado com aquilo tudo.

                   - Vamos... estou curioso.. o que pretende fazer comigo?

            Alec o colocou no centro e pegou uma espada. Não parecia nem um pouco com a minha. Acho que era dele. Não sabia que Alec tinha uma.

                    - Ei... essa não é ...

                    - Sim.. eu disse que não ia precisar de tortura.

                    - Ei espera um pouco aii... como você pode fazer isso , eu achei que só...

                    - Isso é para você e seus amigos lembrarem que não estamos aqui de brincadeira. Amélia é a peça chave de tudo isso. Ela está segura conosco, nada vai impedir que ela cumpra seu próprio destino.

                    - Vocês não desistem mesmo não é ?! Sabe muito bem o que ela irá fazer. Não sei como ainda tentam salvá-la.  Tantos pactos e armas. Nada disso irá protege-la de sua verdadeira essência.

                         - Ela é humana, tem o direito de escolha.

                    - Os humanos são traiçoeiros cãozinho. Sabe disso. Ela irá acabar com vocês mais rápido do que pensam e irá retornar ao seu verdadeiro lugar, como todos os outros fizeram.

                     - Não sei porque ainda está rindo.

                    - O que eu posso fazer?! Sou um demônio mas reconheço esse seu maldito poder divino. Por enquanto vocês ainda são mais fortes. Mas Amélia mudará isso logo logo e você está sentindo isso na pele não é mesmo?

                    - Tem razão. Não pode fazer nada.

          Quando a espada atravessou Bóris, ela irradiou um grande clarão que me cegou  totalmente. Só pude ouvir o grito do demônio. Alec agia naturalmente. Após o clarão pude ver Alec segurando sua espada no centro e uma grande marca de fogo ao seu redor.Toda a grama havia queimado em um circulo perfeito ao seu redor. E aliás, onde Alec se encontrava ela continuava verde e sadia. Bóris havia desaparecido.

             Eu estava em estado de choque. O que Bóris quiz dizer com " Amélia mudará isso logo logo." Sobre o que ele falava? Para onde eu retornaria após acabar com sei lá o quê ?!Me arrepiei só de pensar no que ele havia falado. E Alec. O que ele quis dizer com...    

             Agora me lembrei de que eu estava escondida um pouco atrás de onde Alec e Bóris estavam agora poco.

            Alec estava imóvel. Apenas virou a cabeça e seus olhos encontraram os meus. Por um momento achei que ele iria brigar comigo por eu estar alí ou por ter ouvido coisas que acho que eu não deveria ou coisa pior. Afinal, ele conseguia ficar assustador quando lidava com demônios. Mas ele veio andando vagarosamente em minha direção e me abraçou. Eu não entendi nada. Apenas não reagi esperando que ele dissesse algo. Ele suspirou e  me conduziu em direção a casa.

                 - Vamos ajudar dimitri.

             Dimitri encarava Alec como se tentando pedir desculpas. Alec só olhou para ele como se aceitasse. E o ajudou com a casa que agora estava quase inteira outra vez. Não sei como mas a porta havia voltado para o lugar. O buraco no telhado não existia mais e todas as janelas nem pareciam ter saido de seus lugares originais.

                 - Como é que..?

                 - Não interferimos em seu mundo enquanto brigamos. Do mesmo jeito que tirei você daquele hospital. - Respondeu Alec assim que percebeu que sua primeira resposta não havia feito muito sentido para mim.

                 - Quer dizer que ninguém..

                 - Os estragos não, mas você, eu e Dimitri, sim.

            Fiquei um tempo imaginando como meus vizinhos, se por algum motivo, viram o que aconteceu. O quê realmente eles teriam visto.

             Nós entramos em casa. Ela estava intacta outra vez. eu me larguei no sofá e fechei os olhos esperando que a adrenalina baixasse. Pensei em tudo o que havia acontecido. No que Bóris havia dito e no que Alec respondeu. Milhões de perguntas passavam pela minha cabeça mas eu sabia que não era nem o dia nem a hora de tentar arrancar alguma coisa de Alec e de Dimi. Assim como eu eles estavam sentados, em silêncio tentando voltar ao normal.

              Prometi para mim mesma que, de qualquer maneira, eu encontraria as respostas que estava procurando.

                            *************************

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Metálica : The Unforgiven.  escrito em quarta 29 setembro 2010 19:53

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CAPITULO 19: Ataque surpresa.  escrito em quarta 29 setembro 2010 19:52

Blog de ameliarollet :Amélia Rollet : Entre dois mundos., CAPITULO 19: Ataque surpresa.

                   COMPTE_BLOGOF ameliarollet : Amélia Rollet : Entre dois mundos., CAPITULO 19: Ataque surpresa. 

                    -Alastor?Fala sério?

                    - Sim Dimitri. É a única maneira que encontramos no momento. Na última semana Ivan dobrou o número Demônios nas redondesas. Ele pode nos atacar a qualquer momento.

                    - Alec. Eu estive pensando..

                    - O que foi?

                    - Por que Ivan está esperando tanto? Ele já poderia ter me matado a muito tempo. Por que não fez ainda? O que ele tanto espera?

           Os dois se olharam. Eu senti que estavam escondendo alguma coisa de mim.

                    - Amélia precisa entender que enquanto eu estiver aqui o trabalho dele fica mais complicado.

                    - Alec ficou mais forte quando selou o acordo com Emily.

                    - É isso mesmo. 

           Não era só aquilo. Eles ainda estavam escondendo algo. Conheço aqueles olhares.

                    - Bom.. eu tenho que ir... fazer uma coisa, então... tchau para os dois.

            Isso não ia ficar assim. Não é justo me esconderem essas coisas. Eu merecia saber.

            ***********************************

         

            Eram seis e meia da tarde. Eu e Alec viamos TV quando dimitri entrou correndo em casa.

                     - Precisamos ir !! Vamos!! Tem uns dez vindo para cá. Estarão aqui em uns quatro minutos.

            Em um instante Alec já estava de pé e fechava as cortinas.  Ainda não havia me acostumado com aquela velocidade. Ele parecia um borrão que passava por toda a casa.

            Dimitri foi até a estante da TV e abriu as portas de baixo. Começou a tirar todas aquelas fitas e DVDs lá de dentro. Eu nunca havia mexido alí. Cheio de fitas velhas. Não tinha nada de interessante lá, até agora.

            Fiquei na frente do sofá olhando o trabalho dos dois. Não estava entendendo nada.

               - Cadê vocês minhas belezinhas..

            Dimitri tirava as últimas fitas agora. Ele quebrou o fundo do armário e tirou um monte de armas. Tinham armas de todos os tamanhos. nunca pensei que Dimitri tivesse tanto armamento.

               - Alec pegue..

               - Dimitri.. de onde veio isso?

            Eram seis armas. Vários cartuchos tudo dentro de uma grande bolsa de viagem preta.

               - Amélia sai de perto da janela, fique com Alec.

            Alec segurou em minha mão e me guiou até o centro da casa. Estávamos entre a sala e a cozinha. eu podia ver todos os comodos de onde eu estava. Era um lugar bem estratégico. Víamos todas as portas e janelas. Não tinham como entrarem sem serem percebidos.

             Dimitri carregava uma por uma daquelas armas e as jogava para Alec ao meu lado. Não tinhamos muito tempo agora. E o vento lá fora havia aumentado bastante. 

                - Estão aquí..

             Dimitri sussurrou quando se posicionou  a minha frente vijiando as janelas e portas da parte de trás da casa.

                - O que foi isso? Alec ?

           Ouvíamos passos no telhado, vultos passando atrás das cortinas.

                - Faça silêncio, tenho que me concentrar. Dimitri eles cercaram a casa. Tem seis deles ao redor e quatro em cima. Como vamos sair daqui?

           Alec podia saber disso? Quantos tinham e onde estavam? Dessa eu não sabia. Eles estavam ao meu redor de costas para mim, armados.

        - Temos pouca munição. Não sei por quanto tempo vamos aguentar essa palhaçada.       

             Nesse momento aquele silêncio mortal cobriu a casa. Não ouvíamos mais nada. Nem vento, nem árvores balançando, nem passos. Só ouvia minha própria respiração.

          As janelas do quarto, da sala e da cozinha se despedaçaram quando eles entraram. Era vidro por todo lado. Dimitri atirava sem piedade. O barulho das metralhadoras me deixavam tonta. Eu me abaixei para tentar me proteger.

          Alec e Dimitri continuaram firmes. Atiravam em todos aqueles vultos e eles se dispersavam e sumiam aos poucos. Mas logo apareciam novamente.

          Eu não via mais nada, a casa estava em pedaços. Tudo tinha sido metralhado. E os vultos cada vez mais perto.

               - HAAAA!!!!! Vão pro inferno suas coisas nojentas!!

           Dimitri gritava e atirava sem parar. Eu continuei alí encolhida com as mãos nos ouvidos por causa do barulho.

             A frieza de Alec me amedrontava. Apesar de tudo ele continuava sério e se movia com agilidade e naturalidade diante daquele ataque repentino. Ele parou de atirar de repente.

               - Tem alguma coisa errada aqui. Eles estão se movendo..

               - É claro.. eles querem as nossas cabeças numa bandeja lembra?!!

               - Não Dimitri.. tem alguma coisa errada.

          Nesse momento senti um tremor no piso onde eu estava. Senti uma fina camada de concreto cair em meu cabelo e ao redor de onde eu estava. No centro entre Alec e Dimitri. Olhei para cima para ver de onde vinham. O teto desabou.

               - HAAAAAAAAAA! ! ! ! ! !

         Havia um grande buraco no teto acima de mim. Alec e Dimitri se viraram para tentar me ajudar. Não deu tempo. Agarraram o meu ombro e me puxaram  pelo buraco. Tentei alcançar Alec mais não consegui.

               - HAAAAAAAAAA!  

               - Amélia ! ! !

         Em um instante eu estava a uns dez metros do telhado. Podia ver todo o bairro. Alec  abriu suas asas em minha direção e subiu como um raio.

         Me virei um pouco para ver quem me carregava. Não era Ivan. Mas tinha as mesmas asas negras e estava atento aos movimentos de Alec.

         Tentei sair mas ele me segurava muito forte, e era rápido.

         Eu não sabia mais onde estava exatamente. A gente subia cada vez mais alto e Alec o seguia quase aos meus pés. Tudo em volta não passavam de borrões.

              - Alec!!! cuidado!!!

          Apareceram quatro deles atrás de Alec. Eles o agarram e o puxaram para baixo.

              - NÃÃOO!! AMÉLIAA!!!!!

          Não o vi mais. Ele sumiu entre aquele emaranhado de asas negras. Meus olhos embaçados, não conseguia enchergar nada a minha volta. Não parávamos de subir. Estávamos rápido demais. Eu já respirava com dificuldade.

         Tentei me concentrar em quem estava me carregando. Me segurava firme. Ele não prestava atenção em mim. Nem sequer me olhava. Não sabia o que fazer. Se eu tentasse me soltar, bom... Não chegaria viva lá em baixo. Na minha situação eu não podia fazer muita coisa. O tempo estava nublado. Não via nada ao redor por conta das nuvens. Mas eu ainda podia ouvir.

          Tinha movimento ao nosso redor. Nos rodeavam. Não sabia o quê mas estava alí. Ele também sentiu, e pela cara de preocupação que ele fez, ele também não sabia o que era.

           Levei um susto. De repente a coisa parou de nos rodear e foi de encontro com o cara que me carregava. Ele, com o impacto, me soltou. Por um  instante parei de sentir aquele vento em meu rosto. E começei a cair.

              - A NÃO ! ( merda, merda, merdaa!!!)

          Tudo que eu precisava naquele momento. Uma morte feia e agonizante. Ótimo. Minha vida tava uma merda mesmo! Pensei na cara de Dimitri quando visse o patê que eu seria  quando caísse no quintal da casa dele. O que aconteceria com Alec. O que Ivan ira fazer agora? Não importa.. Dane-se...

          Já podia ver um pouco do chão através das nuvens.

               ********************************

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